quarta-feira, 15 de julho de 2009

O meu amigo M.

Tenho um amigo, que apesar de ser pobre gostaria de ser muito rico. É um artista, no mais verdadíssimo sentido da palavra. Nunca conheci ninguém como ele. É um espécime único, por assim dizer. De volta ás minhas pobres memórias, lembro-me de como era passear com o M. na rua, de chapéu preto de virola, camisa muito justa, entreaberta até meio do peito. Um personagem digno de qualquer filme de Almodóvar. O M. nunca trazia uma garrafa de água na mala, trazia um biberon cheio de leite. No dia em que me aventurei a dar uma volta de bicicleta com ele, apareceu-me todo nu em cima da dita bicicleta. O M. dizia mal das pessoas á frente delas, sempre que podia cravava cafés e boleias, bebia água da mangeira com a língua de fora e tinha a extravagância de um Castelo Branco pobre.

Nunca mais o vi nem encontrei, mas julgo que deve morar no mesmo apartamento na Avenida de Roma, estacionar a dita bicicleta á porta e fumar onde e quando menos convém.

O meu rico amigo, pois amigo rico nunca o será trabalhara em tempos como aderecista, mas deixara de conseguir trabalho muito antes desta crise se apoderar de tudo, motivo pelo qual começou a frequentar um curso do Centro Emprego. De trejeito posto na pose, referia-me então acerca do dito curso: Que horror, aquilo é em Odivelas! Só gente pobre!












Napoleão e o kimochi

Quando Napoleão questionava sobre os seus generais nunca perguntava se eram eficientes ou competentes. Perguntava antes se tinham sorte.
Quando trabalhei como estagiária para a Rinkogun, a companhia de teatro dirigida por Yoji Sakate, em Tóquio, no Japão, aventurei-me a passar o oceano sabendo um nível bastante medíocre da lingua, visto existirem na altura muito poucos professores nativos.
Ao início, os meus colegas olhavam com estranheza o facto de dia após dia, permanecer sorrateira nos ensaios, sem perceberem quem era e o que queria. Em pouco ou nada me deixavam trabalhar, não confiando nas qualidades que poderia ter como artista plástica, como aderecista ou o que quer que seja. Nada do que eu pudesse mostrar era válido para os olhos dos colegas. No meu japonês mediocre consegui ouvir a alguem a palavra kimochi. Pesquisando no dicionário encontrei a tradução: sentimento. A explicação derradeira para tamanha frieza era o meu sentimento para com o global do grupo. Não tinha ainda conseguido apreender o aroma do grupo, etapa sem a qual seria por demais difícil de saber o que era pretendido. Como muitas vezes, os japoneses comunicam por anmoku no ryokai, ou seja por entendimento não verbal ou muito pouco verbalizado, a partir de então passei a ligar-me muito mais intuitivamente aos outros do que normalmente faria. Digamos que metade do que precisaria de saber para realizar uma tarefa estava adquirido. Porém, a tudo estava longe de ser fácil. O calvário do domínio da lingua é longo e foram precisas horas e horas de esforço diário para ver avanços efectivos na linguagem que se possa usar na vida diária.
Não importa o que já se fez. Importa sim aquilo que se está disposto a fazer.
As manias não servem para nada. Ocupam espaço, trazem dissabores e são muito pouco estéticas.
Dizia Yoji Sakate: Relax, but stay a little tense; Relaxa mas permanece um pouco tenso.
Nunca se sabe quando estamos prestes a errar.

sábado, 11 de julho de 2009

Tracy Feith


Encontrei o nome num qualquer blog de moda e acessórios e achei uma certo encanto á foto e não poderia ignorar a ligação aos temas da vida diária aqui nesta bela vila onde pousámos. O surf é temática diário. A minha ligação ao desporto é neste momento bastante menos do que há uns quinze anos atrás, em que tinha a paciência para, mesmo sem internet ou coisa que o valha estava sempre actualizada quanto ao estado do mar e tinha sempre a tabela de marés no bolso de trás das calças. Era precisa uma paciência imensa para carregar fato, prancha e demais material até á praia onde costumávamos andar a passear em cima das ondas. Um sorriso cresce nos meus lábios quando me lembro desses tempos idos, em que tinha elasticidade para fazer uma espargata, por-me em pé em cima de um bocado de fibra de vidro, enfiar-me dentro de um fato de neoprene cheio de areia. Tínhamos um grupo giro, éramos 3 raparigas engraçadas e divertidas, "O Sexo e a Cidade" dentro de água. Os nossos amigos surfistas costumavam puxar-nos para dentro de água, empurrar-nos na rebentação, para chegar-mos ao outside. Belos tempos em que fazia acrobacias.

Voltando ao surfista transformado em designer de moda, parece ser uma das revelações do momento. Os motivos florais, as cores alegres, um pouco ao estilo hippy-contemporâneo e vintage fazem o estilo da maioria das suas criações.

I`ve found his name some place in the web and found something charming about the photo. I can`t ignore the relation wuth our everyday life here in Ericeira, the surf village. Surf is the everyday theme. My relation with the sport is a lot softer now, but there was times that I kept the sea tabels on the back of my trousers. It was a time that internet had no place yet in our world. I needed a lot of patience to carry board, suit and all the acessories to go in the sea. A big smile comes to my lips when I think of those times when I had enought elasticity to do gymnastic on a board, stay up in a fiber board, dress my self with a tight wetsuit. We had a funny girls group. So as "The sex and the City". Our surfer friends used to help us getting outside. Beautifull times, when I used to do gymnastics on a bord.

Comming back to the surfer turned designer, he seen to be one of the luckiest that became a fashion-star-designer. He likes floral patterns, vibranbt colours, the contemporany-hippy and the vintage inspire his collection.


Pode ver a sua colecção aqui.

You can see his work here.


Michelle Obama com um dos vestidos de Tracy Feith.

Michelle Obama wearing one Tracy Feith creations.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Fábrica de Vidros da Marinha Grande




A Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande foi inaugurada em 1748 pelo inglês Guilherme Stephens.
Hoje o Museu do Vidro é um ponto artístico na historia da Marinha Grande,
foi outrora propriedade real. Stephens fez vir vários mestres do vidros para que ensinassem aos trabalhadores a arte de soprar o vidro, promoveu a cultura dos seus operários, oferendo-lhe formação de desenho e música. Outros pequenos empresários seguiram este nobre exemplo e fundaram empresas semelhantes. Em 1862, a Real Fábrica de Vidros passou a ser gerida pelo estado português.



The "Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande" was stablished in 1748 by Guilherme Stephens. Today, the "Glass Museum" is an artistic point in Marinha Grande history; in the past it was royal property. stephens invieted several glass masters to teach the art to the workers, he promoted his employes culture offering them music and drawing classes. Other businessmen stablished by their own and started similar business. In 1862, the factory became state property.





In "História da Marinha Grande"


Pode visitar o Museu do Vidro.
You can visit the Glass Museum.








terça-feira, 7 de julho de 2009

Quartos de Bébé | Nursery Rooms

by It`s what I do...
É muito agradável, a rusticidade do quarto e a mistura de elementos.
by Sarranheira for Baby
A ideia é excelente: com base num molde bonito, executar uma aplicação na qual se use uma variedade de produtos que criem riqueza visual. A mistura do turco com o tecido e com a corda do cabelo da boneca criam uma sensação de 3d.


by Innocent Charmer

Outra boa ideia. A árvore branca pintada sobre o cinza traz alegria e animação ao quarto, reforçada pelo patchwork de folhas.

by Tobias Mik

Apenas uma das paredes foi forrada a papel de parede. Não cansa e mais tarde é muito mais fácil de retirar.

by Frillie Design

A cómoda da direita está muito bem conseguida! Parece ser uma cómoda antiga, pintada, recuperada e revestida com tecido de linóleo.


by Mulberry Girl

O nome do bébé escrito na parede personaliza o quarto. Os autocolantes a subir na direcção do tecto transmitem profundidade ao tecto.

by We Made Jack & Sam

Umas estantes práticas, feitas com blocos de cimento para dividir a área do quarto da criança, que também funciona como espaço de arrumação.

Uma ordem escrita na parede e muita, muita cor e alegria.

by How Now Design

A manta de retalhos (linda!) e a leveza e simplicidade do branco.

in Ohdeedoh, Apartment Teraphy

in Ohdeedoh, Apartment Theraphy
A boa ideia é o móbil de tsurus feito de origami e pendurados no tecto.


in Ohdeedoh, Apartment Theraphy


*se é o autor de uma das imagens anónimas, p.f. contacte-nos, a fim de concedermos os devidos créditos á imagem. Obrigada.
*if you are the author of one of these images, please contact us, so we can conceed credits to your image. Thanks.

Grippiks:
A ideia vem da Austrália e assenta no mobiliário da IKEA como ponto de partida.
A costumização, ou adaptação, ou personalização de mobiliário já é uma ideia relativamente em voga, mas a Grippiks vai mais longe e aposta na viabilidade do Ikea como suporte do trabalho de personalização. Esperemos que não lhes venham pedir percentagens!

Grippiks:
The idea comes from Australia and believes in Ikea as a departure point.
What they prpose is to adapt the Ikea furniture to your own taste, dressing the Ikea design with patterns. we hope they will not ask for credits!